O marketing como área estratégica em tempos de crise econômica

TWC

POR TWC Comunicação EM 24/05/2016 ÀS 15:38:52

Em períodos de crise econômica, uma das primeiras atitudes que os gestores tomam para salvar a empresa é cortar gastos, ou seja, tentar enxugar a máquina. O problema é que essas ações nem sempre são conduzidas com base em análise e planejamento. No meio disso, o marketing acaba sendo, em muitos casos, um alvo natural das tesouradas. Assim, a área que deveria ser tratada como estratégica sofre e pouco pode fazer para ajudar a empresa das marés negativas que surgem com as recessões.

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Mas por que o marketing é estratégico a ponto de ser poupado dos cortes de gastos das empresas durante os momentos de crise? A resposta está na necessidade de manter uma comunicação contínua, principalmente em períodos de retração da economia. A empresa não deve se dar ao luxo de ficar em silêncio e parar de expor sua marca e seus produtos para os clientes.

Quem se arriscar e fizer isso corre o risco de ser esquecido e ter que pagar um preço alto mais tarde. Durante o período em que reduzir ou até mesmo interromper sua comunicação, o concorrente ganha espaço e abocanha sua fatia do mercado. Dessa forma, o investimento para recuperar esse prejuízo mais tarde será maior que o previsto.

Porém, não basta apenas continuar se comunicando. O gestor e os profissionais de marketing precisam estudar o público e entender que ele muda de comportamento conforme o ambiente vai se desenhando. Assim será possível adaptar o discurso e não correr o risco de ficar para trás.

Com a retração da economia, essas mudanças de hábitos surgem por conta de problemas como inflação e desemprego. Pessoas e empresas passam a ficar mais cautelosas na hora de fazer algum investimento, pensando duas vezes antes de tirar dinheiro do bolso ou do caixa. É aí que entra a função estratégica do marketing, na tarefa de segurar ou até mesmo melhorar os resultados.

Se há cautela e o cuidado é redobrado, cabe aos profissionais de marketing trabalharem no convencimento. Na prática, isso significa comprovar que seu produto ou serviço valem o investimento, que não serão gastos supérfluos e apresentarão soluções viáveis do ponto de vista econômico e funcional.

Para isso, uma estratégia, por exemplo, é mostrar que a sua solução apresenta um potencial de redução de custos aliado a um bom desempenho, que é o maior desejo das empresas em momentos de crise econômica. Existem ainda outras possibilidades de conquistar o cliente, basta que elas se encaixem dentro das prioridades dos consumidores.

Outra estratégia é aproveitar o conhecimento em relação ao público e segmentá-lo de acordo com suas necessidades, disposição para o consumo e forma como classifica os produtos ou serviços que compra. Essa é outra maneira de ser mais assertivo.

Marketing de conteúdo para superar crise econômica

Nessa linha de segmentação, o marketing de conteúdo entra como um aliado ideal das empresas, pois um de seus principais atributos é justamente o de atingir as pessoas certas. Por meio de dados e informações precisas do perfil do público-alvo da marca, a proposta é fazer uma comunicação direcionada e precisa, em vez de tentar abraçar o mundo.

Para isso, a ideia é oferecer aos seus possíveis clientes conteúdos que contenham as informações necessárias para que eles consigam alcançar seus objetivos, que podem ser dúvidas pontuais, questionamentos maiores ou se aprofundar em determinado tema de interesse.

A partir daí, com um trabalho constante, a empresa será percebida, pois se tornará uma referência como fonte de conhecimento e criará uma relação de confiança com as pessoas. Depois, isso será revertido em vendas, fidelização e engajamento, tornando os clientes embaixadores da marca.

Uma das vantagens dessa estratégia é a duração da mensagem. No marketing tradicional, ela é exibida em determinado momento e tem um efeito mais imediato. Por outro lado, com o marketing de conteúdo a duração é muito maior. As pessoas lembram por mais tempo, encontram facilmente em uma busca e compartilham, ampliando o alcance.

Todo esse trabalho ainda é mensurável e escalável, pois está na internet e não possui um alcance limitado. É possível saber qual é a audiência desse conteúdo, qual nível de interação e o interesse as pessoas pela marca. Em um anúncio no jornal, por exemplo, a informação que mais se aproxima disso é a da tiragem do jornal, mas, ainda assim, não há como saber quantas pessoas de fato leram o material.

Como dito antes, o marketing de conteúdo torna-se uma ferramenta importante em tempos de crise pelo custo-benefício, já que possui uma capacidade de gerar resultados a longo prazo. Além disso, a assertividade é outro diferencial nesses momentos, sendo também uma forma de minimizar custos.

Agora que que você entendeu a importância do marketing em períodos de recessão, não perca tempo e comece desde já a elaborar uma estratégia com sua equipe.

 

Artigo de Henrique Puccini
 
 
 
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